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quinta-feira, 1 de setembro de 2011

O Programa de Recuperação de Dependências Leva as Pessoas a Cristo

 

“Encontrei paz e esperança nesse programa e resolvi sobrepujar minhas dependências por meio de Cristo que eu nunca imaginei que fosse possível para alguém como eu”. —Luanne, que está se recuperando de uma dependência química
NOTA DO EDITOR: Role a página para baixo para assistir a um vídeo sobre a mudança que é possível por meio da Expiação.
“Um pouco menos de três anos atrás eu tinha chegado ao ‘fundo do poço’. Eu estava sozinho. Estava em pedaços. Minha esposa e meus quatro filhos haviam-me deixado. Achei que havia perdido todas as chances de ser feliz. Achei que havia encontrado uma solução — que eu viveria duas vidas. Achei que poderia ir para o céu mesmo sendo um mentiroso. Eu estava muito viciado em metanfetaminas”.
Há três anos Jared (por questões de privacidade, apenas os nomes serão usados nesse artigo) sentiu que tinha ido longe demais na dependência para que pudesse encontrar um caminho de volta. Foi quando um amigo próximo sentou-se com ele e perguntou o que estava acontecendo que ele sentiu-se pela primeira vez capaz de confiar em alguém.
Posteriormente, essa decisão o levou de encontro ao Programa de Recuperação de Dependências de doze passos (PRD), patrocinado pelos Serviços Familiares SUD.
O Presidente Boyd K. Packer do Quórum dos Doze Apóstolos declarou, “O estudo das doutrinas do evangelho melhora o comportamento com mais rapidez do que um estudo sobre comportamento” (“Washed Clean”, Ensign, maio de 1997, pág. 9).
Essa promessa pode tornar-se realidade com o programa de doze passos, que ajuda os dependentes — de drogas, álcool, pornografia, com transtornos alimentares, codependência e assim por diante — a aplicarem princípios-chave do evangelho na vida deles. À medida que os participantes estudam e colocam em prática a honestidade, a confiança em Deus, a humildade e os outros princípios do programa, eles encontram esperança, aproximam-se de Cristo e permitem que Sua Expiação tenha efeito em sua vida.
“Foi um processo doloroso”, afirmou Jared. Mas ele acrescenta. “esses passos tornaram meu relacionamento com meu Pai Celestial mais belo do que Eu jamais havia imaginado”.
Jared é atualmente supervisor das reuniões do programa de recuperação de dependências da região dele. Ele compartilha as experiências que teve em sua recuperação e espera poder ajudar outras pessoas a entender que é possível vencer a dependência.

Esperança e Honestidade

A maioria das pessoas que sofreram por causa da dependência irá dizer que nunca estará “curada” ou “recuperada” — elas estão em constante recuperação. Em outras palavras, a recuperação é um processo que leva a vida toda.
Karen disse que ao participar da sua primeira reunião do PRD cinco anos atrás ela “não admitia que era dependente” de remédios controlados.
As reuniões de recuperação acontecem em capelas SUD do mundo todo e em muitas prisões e cadeias. As reuniões são gratuitas, apenas os nomes são usados, não é permitido interromper as outras pessoas e espera-se que todos sejam bondosos.
Cada reunião, que dura de 60 a 90 minutos, inclui uma parte na qual cada participante do grupo se apresenta — “Oi, meu nome é Karen e eu estou me recuperando de uma dependência química” — e fala por cerca de três a cinco minutos sobre um dos passos do programa, que muda a cada reunião.
O primeiro passo é “admitir que você, por si mesmo, é incapaz de vencer sua dependência e que perdeu o controle sobre sua vida” (Programa de Recuperação de Dependências: Guia para a Recuperação e Cura de Dependência, “Honestidade”, p. 1).
“Não tem fingimento e nem julgamento”, disse Luanne, que está se recuperando da dependência de heroína e metanfetaminas. “Chegamos juntos, fortalecemos uns aos outros e construímos relacionamentos de uma maneira que não podemos ter em nenhuma outra situação”.
Em um local como esse, a cura que tão desesperadamente se espera ter pode vir à medida que os dependentes leem as escrituras e ponderam sobre elas, oram, estudam o manual do programa, Programa de Recuperação de Dependências: Guia para a Recuperação e Cura de Dependência, e “[veem] a crer que o poder Deus pode [restaurá-los] à completa saúde espiritual” (Programa de Recuperação de Dependências: Guia para a Recuperação e Cura de Dependência, “Esperança”, pág. 7).
O ambiente nessas reuniões é como nenhum outro, Disse o Dr. Ben Erwin, gerente de aconselhamento dos Serviços Familiares SUD para o programa de PRD. Muitas pessoas que estão se recuperando da dependência sentem vergonha ou que não valem nada quando chegam ao programa pela primeira vez, porém isso muda rapidamente, ele afirmou.
“Todas essas tristes decisões que foram tomadas por elas comprometem seriamente a capacidade que têm de amar a si mesmas e acreditar que outras pessoas possam amá-las”, declarou o Dr. Erwin. “É quase como se o Salvador abrisse os braços e elas conseguissem sentir Seu amor e ser aceitas por Ele. (…) Gradativamente elas começam a sentir e ter a experiência de que sim, elas são filhas de Deus”.
Luanne continua participando das reuniões do PRD por causa do Espírito que sente lá. “Encontrei paz e esperança nesse programa e a resolução de sobrepujar minhas dependências por meio de Cristo que eu nunca imaginei que fosse possível para alguém como eu”, ela afirmou.

Recuperar-se da Dependência

“Quanto mais tempo faz que somos dependentes (…) [mais] sentimo-nos como se a única escolha que temos é ser usuário”, disse Luanne. “Satanás realmente mantém [as pessoas que são dependentes] com mentiras e fica difícil distinguir entre o que é mentira e o que é verdade quando não se tem a companhia do Espírito”.
A mentira é que os que lutam contra a dependência nunca serão capazes de parar.
Quando Rod tinha apenas seis anos de idade, ele presenciou o suicídio do pai. Quando tinha doze, recorreu às drogas e ao álcool para fugir dos problemas.
“Quinze anos depois eu me vi espiritual, mental, emocional, física e financeiramente falido. Tudo o que me restou foi um saco de lona vazio. Mais importante, eu tinha perdido o senso de quem eu era. (…) Não sentia nem um pouco de amor por mim mesmo ou pelas outras pessoas. Então resolvi mudar”.
Rod admitiu que era dependente e resolveu procurar ajuda. “Foi o momento mais importante da minha vida”, ele comentou sobre a decisão de começar a participar das reuniões do PRD.
“Ao nos humilharmos perante o Senhor e nos voltarmos para Ele, temos a oportunidade de considerar a Expiação de modo pessoal e ver o milagre que ela faz em nossa vida”, ele afirmou. “Sem essa ajuda eu não estaria aqui hoje”.
Rod agora é supervisor nas reuniões de PRD. Supervisores são pessoas que já tiveram a experiência de ser dependentes e passar pelo processo de recuperação e eles ajudam as pessoas no programa a entender que não estão sós e que podem vencer a dependência.
As pessoas que têm problemas com a dependência não são as únicas a passar pela experiência de mudança de coração. À medida que a família e os amigos demonstram apoio ao participar das reuniões e aplicar os doze passos na vida, eles descobrem que o poder da Expiação pode curar seus sentimentos de raiva, culpa e pesar.
Quando Lisa descobriu que seu marido era viciado em pornografia ela cogitou jogar o carro do penhasco, porém jogou o carro para o outro lado e foi falar com o bispo, que recomendou que o casal participasse do Programa de Recuperação de Dependências. Quando ela e o marido, Marty, colocaram os passos em prática os dois foram curados.
Mais tarde, Lisa começou a servir como supervisora ao ajudar as esposas de pessoas que são viciadas em pornografia e descobriu que era viciada em comida. Ela continuou a aplicar os princípios do programa e perdeu bastante peso.
Eles sentem-se um pouco angustiados ao chegar aqui nas primeiras semanas”, disse ela ao comentar sobre as pessoas que chegam ao programa. “Porém é maravilhoso [vê-los] começar a ser curados (…) quando começam a perceber que a Expiação existe para ajudá-los com a dor, a traição e ver os olhos deles voltando a brilhar”.
Brad e Gretchen começaram a participar das reuniões para apoiar o filho deles, que se tornou dependente de analgésicos controlados após uma cirurgia no ombro.
“Esse programa não serve somente para as pessoas que têm o que chamamos de vícios pesados”, disse Brad. “Todos nós temos dores, sofrimentos, hábitos e todos nós (…) precisamos da Expiação de nosso Salvador na nossa vida para nos ajudar a erguer-nos”.

Liberdade pela Expiação

O irmão Erwin define a dependência como “um estado espiritual no qual o arbítrio está restrito ou é perdido”. Os doze passos são simplesmente os princípios do evangelho aplicados à dependência que irão ajudar as pessoas a recuperar o livre-arbítrio, ele explicou.
“Quando os parentes das pessoas que sofrem de dependência passam por esse processo, eles estão seguindo o Salvador em Seu caminho, em sua essência e [experimentando] o poder da Expiação para nascerem de novo e serem limpos.
O maior milagre é ver as pessoas romperem as correntes da dependência”, ele afirmou.
“Elas recuperam o direito de escolha”, ele declarou. “Poder ver esse milagre do poder purificador e santificador da Expiação é algo maravilhoso”.

Declaração de Missão do Programa de Recuperação de Dependências:

“As reuniões de recuperação de dependências de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias ajudam aqueles que têm o desejo de recuperar-se de vícios. Também estendemos as boas-vindas aos familiares e amigos cuja vida foi afetada pelo vício de outros. Somos um grupo de irmãos e irmãs que compartilham as experiências, a fé e a esperança ao estudarmos e colocarmos em prática os princípios do evangelho ao correlacioná-los aos doze passos da recuperação. Nossas reuniões fornecem um local seguro para o compartilhamento honesto de experiências por aderirmos aos princípios da confidencialidade e anonimato e usarmos linguagem e comportamento adequados a convidar o Espírito para estar conosco. Ao viver esses doze passos, recebemos poder por meio da Expiação de Jesus Cristo para vencer a dependência e receber a plenitude das bênçãos do evangelho. Os familiares e amigos que colocarem em práticas esses mesmos doze passos também encontrarão esperança e cura.”
Enviado por Heather Whittle Wrigley, Notícias e Acontecimentos da Igreja

quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Aonde Seus Amigos o Levarão?

Aonde Seus Amigos o Levarão?

John Bytheway

Ter amigos que sempre o elevarão é uma bênção inestimável.
Isso já aconteceu com você? Você está na Igreja ouvindo o orador quando, de repente, ouve um forte barulho no telhado. Para sua grande surpresa, o teto se abre, revelando um céu azul radiante e o rosto de quatro homens observando lá do alto a congregação. Logo em seguida, eles baixam uma maca com outro homem e o põem no chão da capela.
Já presenciou isso antes? É bem provável que não. Mas algo semelhante aconteceu durante o ministério do Salvador.

Uma Cura Milagrosa

“E eis que uns homens transportaram numa cama um homem que estava paralítico” em Lucas 5:18, “e procuravam fazê-lo entrar e pô-lo diante [de Jesus]”. O único problema era que eles não conseguiam fazer o amigo doente entrar porque a casa estava lotada! Até mesmo as portas estavam bloqueadas pela multidão, de modo que era impossível entrar.
Haverá dias que você não estará tão forte quanto deveria. Nesse momento, sua escolha de amigos será fundamental.
Naquelas circunstâncias, os amigos poderiam ter desistido e ido para casa. Mas não foram. Podemos até tentar imaginar a conversa: “O que devemos fazer?” pergunta um deles. “Tenho uma ideia”, diz outro. “Vamos subir no telhado do edifício, fazer uma abertura no teto e abaixá-lo até o chão!” Também podemos imaginar o homem enfermo naquele momento ouvindo aqueles planos inusitados e dizendo: “Vocês pretendem fazer o quê?”

A história continua:

“Subiram ao telhado, e por entre as telhas o baixaram com a cama, até ao meio, diante de Jesus.
E, vendo Ele a fé deles, disse-lhe: Homem, os teus pecados te são perdoados” (Lucas 5:19–20).
Os escribas e fariseus acharam isso uma blasfêmia, então Jesus respondeu:
“Qual é mais fácil? dizer: Os teus pecados te são perdoados; ou dizer: Levanta-te, e anda?
Ora, para que saibais que o Filho do homem tem sobre a terra poder de perdoar pecados (disse ao paralítico), a ti te digo: Levanta-te, toma a tua cama, e vai para tua casa” (Lucas 5:23–24).

A história termina com chave de ouro:

“E, levantando-se logo diante deles, e tomando a cama em que estava deitado, foi para sua casa, glorificando a Deus.
E todos ficaram maravilhados, e glorificaram a Deus; e ficaram cheios de temor, dizendo: Hoje vimos prodígios” (Lucas 5:25–26).

Caso Se Sinta Espiritualmente Fraco

“O Leito de um Paralítico É Baixado até Jesus”, de Frank AdamsTalvez você nunca tenha testemunhado um acontecimento parecido, mas há várias maneiras de aplicar essa história à sua vida. Você pode colocar-se no lugar do homem enfermo. Suponhamos que esteja fraco — não física, mas espiritualmente. Aonde seus amigos o levariam? Talvez haja uma festa, um filme ou outra atividade e você não tenha poder de decisão — aonde eles o levariam? Essa história nos ensina uma lição maravilhosa: pode chegar um dia em que você não estará tão forte quanto deveria. Nesse momento, sua escolha de amigos será fundamental. Escolha amigos que o levem a Cristo. Ter amigos que sempre o elevem é uma bênção inestimável.

Que Tipo de Amigo Você É?

Mas há outro enfoque possível para essa escritura. Ponha-se no lugar dos amigos. Que tipo de amigo você é? Embora tenha sido o Salvador que curou e perdoou o homem, os amigos também são dignos de nota. Eles amavam seu amigo e queriam ajudá-lo. Não desistiram nem voltaram para casa quando as coisas ficaram difíceis. Imagine a alegria que devem ter sentido quando olharam do alto do telhado e viram o amigo pegar a cama e sair andando! Esta é outra lição: Seja o tipo de amigo que leva as pessoas a Cristo. Aqueles amigos eram corajosos, persistentes e até mesmo criativos. Em cada palavra, gesto e escolha podemos levar as pessoas ao Salvador, que pode nos curar não só fisicamente, mas também espiritualmente.
Seja o tipo de amigo que leva as pessoas a Cristo.

dicas sobre saude

     sempre é bom ter algo para consultar quando temos alguns inconvenientes de saude, acesse o site abaixo e confira:


http://www.criasaude.com.br/N10/forum-criasaude-com-br.html

terça-feira, 30 de agosto de 2011

Qualificada pelo Serviço na Igreja

Alice A. Lewis

“Os membros da Igreja são responsáveis por seu próprio bem-estar espiritual e material”, segundo o Manual 2: Administração da Igreja. “Tendo sido abençoados com o dom do arbítrio, eles têm o privilégio e o dever de determinar o próprio rumo, resolver seus próprios problemas e esforçar-se para tornarem-se autossuficientes. Os membros fazem isso sob a inspiração do Senhor e por meio do próprio trabalho” (2010, 6.1.1).

Qualificada pelo Serviço na Igreja

Eu tinha 57 anos, era recém-divorciada, tinha pouca experiência em trabalhar fora de casa e precisava desesperadamente de um emprego. Depois de criar quatro filhos, estava só, depois de 32 anos de casamento, tendo somente o básico de uma faculdade, diante da grande aventura de ter de encontrar um emprego na minha idade.
Aguardando a entrevista para o cargo de especialista em agendamento e produções na administração da biblioteca municipal, comecei a achar que devia estar ficando maluca por acreditar que estava qualificada para tal função. Acabara de decidir que iria levantar-me e sair quando a secretária me chamou e disse que eu era esperada na sala de reuniões. O estômago embrulhou, mas me endireitei; fiz uma rápida oração e segui em frente.
Dois profissionais muito eloquentes me disseram que a experiência, em certas áreas, era vital para a função, e começaram a fazer-me perguntas sobre minha experiência. O trabalho requeria uma pessoa que soubesse preparar grandes conferências, inclusive cartazes, convites, servir lanches e fazer a limpeza. Se eu tinha a experiência requerida? Comecei pensando que não, mas uma imagem surgiu em minha mente, de uma conferência da Sociedade de Socorro da estaca. Havia servido como conselheira na presidência da Sociedade de Socorro da estaca. Dessa experiência, aprendi a organizar grandes reuniões e comprar quantidades de alimento para grandes grupos. Podia dizer honestamente que tinha experiência em fazer exatamente o que era exigido.
Os entrevistadores continuaram: “Tem boa desenvoltura com o uso do computador? Você se comunicará com os usuários e precisará manter um cronograma do uso da sala de reuniões”. Tudo o que pude pensar foi na gratidão que senti pelas pessoas que me ensinaram a usar o computador para fazer o jornalzinho, o calendário da ala e escrever a carta editorial da estaca. Sim, eu tinha desenvoltura no computador.
“Você terá de desenvolver programas e dar aulas para o público. Terá capacidade de dar aulas para crianças e para adultos?” perguntaram. Todos aqueles trabalhos artesanais e os enfeites que fiz para os Lobinhos povoaram minha lembrança. Expliquei-lhes que, durante toda minha vida adulta, dera aulas para crianças e adultos. Sabia que era criativa e talentosa, e tinha certeza de que desenvolveria programas interessantes para crianças e para adultos.
Vibrei quando consegui o emprego! Adorava o trabalho e fazia tudo como se fosse um chamado na Igreja: magnifiquei meu trabalho, caminhei a segunda milha, e não reclamava por trabalhar horas a mais. Desenvolvi aulas de inglês no computador e contratei uma estudante para dar aulas de espanhol. Ensinei artes e ofícios, e recebi inúmeros autores e oradores preeminentes. Decorava a biblioteca em todos os feriados e fazia exposição de livros correlatos.
Certo dia, uma pessoa me ligou no trabalho dizendo ser do gabinete do governo. Ele queria saber se eu estava interessada em ocupar o cargo de assistente do governador. Rindo, perguntei: “Quem está falando?” Ele explicou que a ligação era legítima e convidou-me para uma entrevista no dia seguinte. Dirigi-me ao local com a forte sensação de que era um trote. Mas não era. A entrevista foi boa, e fui contratada de imediato.
Em meu novo emprego, usei as habilidades que adquiri em anos fazendo discursos na Igreja. O governador não podia estar presente em todos os eventos aos quais era convidado e, assim, os membros de sua assessoria deviam falar em seu lugar. Todos os discursos na Igreja e os proferidos enquanto ocupava cargos de liderança deram-me a experiência necessária para falar em público ao lado de senadores e de dignitários e celebridades locais e nacionais. Servi como assistente do governador por sete anos, até que ambos nos aposentamos.
Onde eu estaria, sem a larga experiência que adquiri enquanto servia nos chamados da Igreja? Tudo o que aprendi como serva do Senhor em Sua Igreja deu-me uma vida rica de bênçãos. Não só ajudei outras pessoas enquanto servia, mas também cresci rápida e constantemente. Sou extremamente grata pelo evangelho e tenho um sólido testemunho do valor do serviço na Igreja.

Um Investimento para Toda a Vida

“A Igreja pode pedir-lhes que façam sacrifícios. Ela pode pedir-lhes que ofereçam o melhor que têm para oferecer. Nada perderão com isso, descobrirão que isso será um investimento que lhes renderá dividendos por toda a vida.”
Presidente Gordon B. Hinckley (1910–2008), “As Obrigações da Vida”, A Liahona, maio de 1999, p. 3.

segunda-feira, 29 de agosto de 2011

Nome sujo’ na praça? Saiba como quitar suas dívidas


Anotar rendas e gastos é fundamental para quem quer quitar os débitos
Nome sujo na praça, dívidas que parecem não ter fim, crédito negativo, falta de credibilidade entre amigos e familiares, e a sensação permanente de estar com a corda no pescoço eram pontos em comum na vida de Sérgio* e Rafaela*. Mas, agora isso faz parte do passado financeiro dos personagens desta reportagem. Depois de adotar algumas medidas, eles conseguiram eliminar as dívidas e a insônia.

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'Teste de estresse': você está financeiramente preparado para enfrentar uma crise?

A contabilista Rafaela sempre soube lidar com as contas alheias. No entanto, sempre foi difícil resistir às tentações das vitrines. “Quando eu ganhava um dinheirinho não perdia tempo e torrava tudo. Eu não sabia dizer não para os outros nem para mim mesma. As dívidas começaram com cartões de crédito. Fiz o primeiro empréstimo, depois outro empréstimo e aí tudo foi ladeira abaixo”, conta.

No auge de seus problemas, em 2002, as dívidas de Rafaela somavam R$ 23 mil. “Eu fazia dívidas para pagar dívidas. Perdi não só o crédito em bancos como também a confiança da minha família”, lembra. Foi aí que ela resolveu procurar ajuda e encontrou o grupo “Devedores Anônimos”, em São Paulo.

“Aprendi a planejar, ter metas, não aceitar abusos e a separar emoção do dinheiro. Comecei a me disciplinar, anotar meus gastos, ler sobre o assunto e negociar. Falta pouco para pagar o que eu devia (R$ 1 mil de uma dívida inicial que chegou a R$ 5 mil com juros e Rafaela ainda não conseguiu acordo com o credor) e não existem mais registros do meu nome em SPC ou Serasa”, acrescenta.

Nome limpo não foi a única meta alcançada por Rafaela. A contabilista realizou o sonho de conhecer a Inglaterra. “Comecei a juntar dinheiro, honrar credores, sustentar a casa e comprar Euro, à época custava aproximadamente R$ 4. Em um ano, desembarcava na Europa”, diz.

Compulsão financeira
Além da indisciplina com os gastos, Sérgio também sofria com a compulsão financeira, um transtorno marcado pela vontade sem controle de comprar, independentemente da necessidade e da condição financeira. “Cheguei a ter quatro cartões de crédito e uma dívida de R$ 30 mil. Meu salário era engolido pelo cheque especial e eu nunca conseguia quitar as faturas. Eu tinha perdido o controle por completo, não comprava nem por prazer, era compulsão. Cheguei a usar o nome da minha mãe para poder gastar mais e tentar pagar as contas”, afirma Sérgio, que não quis identificar sua profissão.

“Devo, não nego. Pago quando puder”. O dito popular deve ser lema dos endividados, segundo Sérgio. “É preciso assumir as dívidas, entrar em contato com o credor e negociar o pagamento. Tudo isso deve ser dentro do orçamento. Primeiro é preciso saber o que se ganha e o quanto se gasta para fazer um planejamento em cima disso e aliviar a pressão”, indica.

Apertar os cintos, sim. Viver na privação, não. “Se você não tem qualquer tipo de lazer ou deixa de comer bem, por exemplo, acaba ficando doente e gastando ainda mais”, declara Sérgio.

Atualmente, Sérgio está desempregado. Mas, segundo ele, a situação não se compara à época em que estava endividado. “Durante esse tempo consegui economizar e ainda tem a grana da rescisão. Vou aproveitar para tirar férias e definir o próximo passo da minha vida. Quero aproveitar para investir em algo”, conta.

Negociar é a alma do negócio
O grupo “Devedores Anônimos” esclarece que o sujeito endividado deve negociar e não aceitar juros abusivos. Além disso, é preciso estar preparado. “Eu tinha uma dívida inicial de R$ 900 que chegou a R$ 15 mil. Insisti em pagar apenas o valor inicial, foi uma ‘briga’ de aproximadamente um ano e meio até eu conseguir vitória e pagar apenas o que eu devia de fato, sem juros. Você não pode ter vergonha e nem aceitar maus tratos de determinados atendentes. Se tratam mal, desligue o telefone e procure a instituição financeira”, sugere Sérgio.

Dicas de quem entende do assunto
O professor Ricardo Rocha, especialista em finanças pessoais do Insper (Instituto de Ensino e Pesquisa), em São Paulo, sugere alguns passos para eliminar as dívidas. Veja:

1. Consciência: Admita seu problema.

2. Planejamento: Anote suas fontes de renda e todas as despesas, incluindo dívidas junto a bancos e cartões de crédito. Organize-se.

3. Em busca de outra renda: Procure um serviço extra aos fins de semana ou horas livres do dia. O dinheiro pode ser pouco, mas servirá para pagar algumas de suas despesas.

4. Corte de despesas: Olhe com ‘pente fino’ todos os seus gastos e defina prioridades. Escolha entre o telefone fixo ou celular e evite ir ao restaurante constantemente.

5. Negociação: Não fuja dos credores. Vá atrás deles e negocie sua dívida. Peça desconto, faça proposta formal se necessário e seja firme ao pedir corte de juros. Diga o quanto você pode pagar. Tanto você quanto o credor querem resolver a situação.

6. Possibilidade de novo empréstimo: Se a dívida não for algo exorbitante para seu padrão de vida, faça um empréstimo – de preferência consignado – que dê para pagar todas as contas pendentes e esqueça outras dívidas como cheque especial e cartões de crédito.

7. Mudança de atitude: Economize, não gaste com coisas desnecessárias. Corte despesas que não acrescentam à sua vida. Procure lojas e supermercados mais baratos. Dessa forma, pode sobrar uma grana para pagar o que se deve.

8. Desapego: Se tem dois carros, venda um. Tem um carro quitado? Você pode vendê-lo e comprar um financiado posteriormente. Venda carro e tudo o que puder para fazer caixa sem precisar recorrer a empréstimos. Você ainda vai se livrar de outras despesas, como combustível, seguro e IPVA.

9. Cartão de crédito: Tenha apenas um e use-o somente para pagar o valor integral, sem parcelamentos, e acumular milhas para economizar em viagens.

10. Financiamento: Faça as contas. Ao comprar um veículo financiado em 48 vezes, você pode pagar o valor de dois. Economize por um tempo e compre à vista, se possível. Segundo o professor, é preferível comprar um carro novo básico ou um seminovo completo.

11. Viagens: Programe-se para viajar sem despesas ao voltar das férias. Guarde dinheiro e pague tudo à vista. Fique de olho nas promoções de passagens aéreas e hospedagens.

12. Antes da compra: Questione-se se realmente o seu orçamento comporta aquela dívida e se você realmente precisa daquele produto. Sempre faça as contas antes de comprar.

13. Longe das liquidações: Queima total e liquidação são proibidos para os endividados e aqueles que pretendem economizar. Segundo o professor Ricardo Rocha, normalmente essas “oportunidades imperdíveis” das lojas são um barco-furado. “O tamanho nunca é o seu, o estilo nada tem a ver com você e a cor não é a que você gosta. Então, comprar por quê?”.


*Os entrevistados pediram que seus nomes completos não fossem revelados.

domingo, 28 de agosto de 2011

O Mundo Precisa de Edificadores, Declara o Presidente Uchtdorf para o Conselho de Assuntos Mundiais de Los Angeles

O Presidente Uchtdorf falou para o Conselho de Assuntos Mundiais de Los Angeles sobre o crescimento da Igreja que passou de seis membros em 1830 a 14 milhões em nossos dias.

O Mundo Precisa de Edificadores, Declara o Presidente Uchtdorf para o Conselho de Assuntos Mundiais de Los Angeles

“O engajamento contínuo na melhoria da vida de nossos semelhantes não é apenas teoria teológica, embora facilmente possa se tornar apenas isso, mas trata-se, sim, da aplicação prática de doutrinas fundamentais do evangelho.” Presidente Dieter F. Uchtdorf, Segundo Conselheiro na Primeira Presidência.

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O mundo precisa de edificadores, e não de destruidores, disse o Presidente Dieter F. Uchtdorf, Segundo Conselheiro da Primeira Presidência, para 800 líderes comunitários, empresariais e religiosos que participaram do Conselho de Assuntos Mundiais realizado em Los Angeles, em 26 de maio de 2011.
“É preciso coragem (…) e humildade para deixar de lado o ódio, as divisões e as tradições que restringem e confinam as pessoas a uma cega sucessão de conduta destrutiva uns para com os outros”, disse o Presidente Uchtdorf. “Temos condições de derrubar as barreiras do ódio e de construir pontes de irmandade e compreensão entre culturas, crenças, religiões e visões de mundo opostas.”
O Conselho de Assuntos Mundiais de Los Angeles é uma organização não governamental dedicada à promoção da compreensão mundial. O grupo convida pessoas de diversas formações e religiões para falar. O antigo Presidente da Igreja, Gordon B. Hinckley, discursou para o Conselho de Assuntos Mundiais de Los Angeles, quando era Presidente da Igreja.
O Presidente Uchtdorf falou sobre o crescimento da Igreja, que passou de seis membros em 1830 para 14 milhões de santos dos últimos dias espalhados por todo o mundo atualmente.
“A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias é uma religião mundial. Os princípios e as doutrinas que ela ensina têm a capacidade de beneficiar e elevar as pessoas de todas as nações, raças e culturas”, disse ele.
O Presidente Uchtdorf divulgou o número de membros e as estatísticas de construção da Igreja que ilustram o seu crescimento, mas disse que esses números não são o ponto principal.
“É importante reconhecer que o crescimento da Igreja não se trata meramente do número de membros, idiomas e edifícios. Nossa missão é levar almas a Cristo, essa é a parte mais importante, e assim melhorar a vida de nossos semelhantes. ensinamos, apoiamos e encorajamos todos os homens, mulheres e crianças a achegarem-se a Deus e a levarem uma vida caridosa e honrosa”, disse ele.
O Presidente Uchtdorf também falou sobre o trabalho da Igreja na educação e no auxílio de bem-estar e humanitário.
“O engajamento contínuo na melhoria da vida de nossos semelhantes não é apenas teoria teológica, embora facilmente possa se tornar apenas isso, mas trata-se, sim, da aplicação prática de doutrinas fundamentais do evangelho. Quanto mais tivermos o coração inclinado para Deus, mais desejo teremos de aliviar o sofrimento e ajudar as pessoas a tornarem-se autossuficientes”, disse ele.
O Presidente Uchtdorf disse que nesta época de incerteza e temor, ainda há esperança para a virtude, a moderação e os princípios morais divinos. Ele conclamou os que o ouviam a unirem-se à Igreja no “fortalecimento da família, na edificação de uma sociedade justa e no auxílio prestado a nossos irmãos e irmãs para que melhorem sua vida no mundo inteiro, independentemente de cultura, idioma ou crenças religiosas. Creio que essas são metas dignas e justas.”
Enviado por newsroom.LDS.org

quinta-feira, 25 de agosto de 2011

As coisas pequenas e simples reduzem o estresse em adultos e crianças

As coisas pequenas e simples reduzem o estresse em adultos e crianças

Todos passamos por momentos de estresse.
Às vezes somos plenamente conscientes de como eles nos afetam, e às vezes não. Mesmo momentos de grande alegria podem ser muito estressantes, como casamentos, o nascimento de uma criança, ou até mesmo um novo emprego.
Os períodos de estresse podem nos fortalecer e nos ajudar a sermos mais unidos, mas também podem fazer o oposto – dependendo do que pensamos ou fazemos.
O estresse pode afetar a crianças da mesma maneira que afeta os adultos. Não importando quais sejam as tentativas dos pais para protegê-las, as crianças frequentemente, sentem, mas não compreendem os estresses dos pais.
Dependendo da idade e maturidade dos filhos, eles podem não ter a habilidade ou não entenderem em como lidar com o seu próprio estresse, deixando os pais sozinhos. Aqui estão alguns conselhos que podem ser uteis.
  1. 1. Fé: Ajudar os filhos a desenvolverem fé, e permitir que exercitem a fé em suas próprias vidas. Ajuda-los a construir uma fundação de fé através do amor (Gálatas 5:6), verdade, obras (Tiago 2:26) e humildade (Moroni 7:39; Éter 12:27; Alma 37:33). Elder Bruce R. McConkie escreveu: “Fé e verdade não podem ser separadas, a fé que salva, fé na vida e na salvação, fé que conduz ao reino celestial, deve ser primeiramente baseada na verdade” (veja Alma 32:21). Elder Richard G. Scott acrescentou: “Você será solicitado a exercer fé em verdades que ainda não sabe se são verdades através da sua própria experiência ou através do testemunho sagrado do Espírito Santo… a felicidade duradoura está enraizada na verdade imutável vivida na fé” (Ensign, Junho de 2002).
  1. 2. Oração: Ensinada por preceito e exemplo ao voltar-se a amoroso Pai Celestial nos tempos de desafios e bonanças.
  1. 3. Compreensão do controle: Ensinar seus filhos a compreender a diferença entre o que elas podem controlar e aquilo que não podem. Os filhos são frequentemente apontados como a causa dos estresses dos pais. Muitas vezes isso provém do conceito de que o mundo gira em torno deles, outras vezes são os pais que reclamam que não são compreendidos pelos filhos. Tanto quanto seja apropriado para a criança, ajude-os a entender o que está acontecendo quando você enfrenta um estresse significativo, e permita que participem oferecendo soluções. Por exemplo, mantenha um conselho de família para discutir maneiras de economizar dinheiro.
  1. 4. Aumente os sentimentos de certeza e segurança: As crianças e os adultos precisam de sentimentos de segurança, certeza, consistência e previsibilidade, especialmente em tempos de estresse. Tanto quanto possível, mantenha uma boa rotina sem correr mais rápido do que suas forças o permitam (Doutrina e Convênios 10:4). Frequentar a Igreja, realizar a oração familiar e à Noite Familiar em casa, se divertir e jogar, manter as tradições vivas e saudáveis​​. Comer bem em horários regulares. Manter rotinas consistentes, como brincar, contar estórias e horário de dormir. Há segurança na constância.
  1. 5. Expectativas: Uma das fontes de estresse é fundamentada em expectativas inadequadas para si e para os outros. O Senhor deu recursos surpreendentes para nos ajudar. Temos os mestres familiares, os líderes do quórum e bispos, e a oração.
  1. 6. Autoeficácia: A autoeficácia é a crença de que temos o poder ou a capacidade de fazer, cumprir ou superar algo. É muito diferente da autoestima, mas geralmente ajuda a melhora-la. Ajude as crianças a desenvolver habilidades e talentos adequados aos seus interesses e habilidades. Há muitos recursos incríveis para ajudar as crianças a edificar a autoeficácia – os programas de esportes, o artesanato, o Dever Para com Deus, Progresso Pessoal das Moças, livros e muito mais. Ajude a criança a estabelecer e alcançar metas. Lembre-se dos quatro elementos fundamentais: escrever a meta, escrevendo passos que sejam razoáveis ​​e realizáveis​​, fazendo relatórios sobre os progressos, e celebrando o sucesso.
  1. 7. Divertir-se e cultivar o bom humor: Existem dois tipos de humor: o tipo que divide e menospreza, e o tipo que une. Incentivar sempre o tipo que leva a sua família mais próximo uns dos outros e de Deus. Sempre evite o tipo que menospreza ou depreciar as outras pessoas, religiões, nacionalidades, grupos ou indivíduos. O bom e divertido humor libera o estresse. O riso realmente é um ótimo remédio.